Ex-gerente de clínica suspeita de desviar R$ 160 mil é presa no Pará
Suspeita oferecia descontos para pacientes que pagassem em dinheiro
21/08/2026 - 10:33

Imagem: C. Maior em Foco
A Polícia Civil do Piauí cumpriu, nesta quinta-feira, dia 20 de agosto, um mandado de busca e apreensão contra uma ex-funcionária de uma clínica odontológica de Campo Maior, localizada em Belém, no Pará. Ela é investigada por suspeita de estelionato e falsidade ideológica em um esquema que teria causado um prejuízo estimado em R$ 160 mil.
Segundo as investigações, a mulher trabalhou durante cerca de 12 anos na clínica e exercia a função de gerente, tendo acesso à parte financeira do estabelecimento. Ela teria utilizado a confiança conquistada junto aos proprietários e pacientes para receber pagamentos de tratamentos odontológicos.
De acordo com a Polícia Civil, a suspeita oferecia descontos para pacientes que pagassem em dinheiro e, em alguns casos, alegava que a clínica estaria enfrentando problemas bancários. Os valores recebidos não seriam registrados como quitados e, posteriormente, parte do dinheiro de novos pacientes teria sido utilizada para cobrir débitos anteriores.
As suspeitas começaram depois que uma paciente desconfiou da situação e procurou a clínica. A administração passou a conferir os registros financeiros e encontrou divergências entre os pagamentos informados e os valores efetivamente registrados.
Durante aproximadamente três meses, a polícia analisou documentos, registros do sistema da clínica, transferências bancárias e ouviu pacientes. Até o momento, 34 pessoas são apontadas como vítimas e 20 boletins de ocorrência foram registrados por suspeitas de estelionato e falsidade ideológica.
Entre os prejudicados estão idosos, que teriam sido abordados pela investigada para realizar pagamentos em dinheiro ou por transferência bancária.
Após o caso ser descoberto, a mulher deixou Campo Maior e retornou para Belém, no Pará. A Polícia Civil do Piauí localizou a investigada e cumpriu a medida judicial na capital paraense.
O delegado Francisco Herdeson de Oliveira Bernardo, titular do 1º Distrito Policial de Campo Maior, conduz as investigações, que continuam para identificar todas as vítimas e esclarecer a extensão do prejuízo.
O proprietário da clínica, o dentista Antônio Filho, também se manifestou sobre o caso. Segundo ele, a ex-funcionária era uma pessoa de confiança e trabalhou durante 12 anos na empresa. Após o surgimento das suspeitas, a clínica chegou a permanecer fechada por cerca de 15 dias para que fossem levantadas as pendências e reunidas as provas.