Golpe do Falso Desenrola: criminosos usam dados de vítimas para aplicar fraudes no PI
Mais de 60 domínios com o termo "desenrola" já foram identificados
18/08/2026 - 10:22
Criminosos estão usando o nome do Desenrola Brasil para aplicar golpes na internet e enganar pessoas que buscam renegociar dívidas. Mais de 60 domínios e sites com o termo "desenrola" já foram identificados. As páginas falsas imitam plataformas oficiais e podem até exibir dados reais das vítimas para transmitir credibilidade.

Imagem ilustrativa — Foto: Reprodução/TV Gazeta
Os golpes são divulgados principalmente por meio das redes sociais. Ao acessar os links, as vítimas são direcionadas para páginas de cadastro e atendimentos virtuais falsos, onde fornecem informações pessoais.
Segundo o delegado Humberto Mácula, da Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), os criminosos também podem usar os dados obtidos para contratar novos empréstimos e transferir o dinheiro para terceiros.
De acordo com o delegado, uma das formas de identificar páginas fraudulentas é navegar por diferentes áreas do site. Páginas oficiais costumam ter diversas seções e informações, enquanto os criminosos muitas vezes se preocupam apenas em reproduzir a aparência da página inicial.
Outro alerta é para a forma de pagamento. Caso a pessoa esteja tratando de um serviço supostamente oferecido pelo governo federal, não deve ser solicitado um Pix para uma pessoa física.
O delegado também ressaltou que o governo federal não realiza, pelo WhatsApp, negociações para contratação de valores.
Por isso, a orientação é não clicar em links recebidos pelas redes sociais ou por aplicativos de mensagens e não realizar cadastros em páginas suspeitas.
Além de informações como nome, CPF e dados bancários, o delegado chamou atenção para códigos de autenticação enviados ao celular.
O código usado na verificação em duas etapas é pessoal e não deve ser compartilhado com outras pessoas. Ele pode ser utilizado, por exemplo, para acessar serviços vinculados à conta gov.br.
Segundo Humberto Mácula, esse código pode ser usado pelos criminosos para acessar contas e serviços das vítimas. Por isso, a recomendação é nunca repassá-lo, mesmo que a pessoa que esteja solicitando afirme representar uma instituição pública.
A orientação geral é verificar cuidadosamente o endereço do site antes de fornecer qualquer informação ou realizar uma transação. Em caso de dúvida, o usuário deve procurar diretamente os canais oficiais do governo, sem utilizar links recebidos por redes sociais ou aplicativos de mensagens.