Consumidores do Piauí relatam dificuldades para retirar nome do SPC e Serasa após débitos da antiga Agespisa
Reclamações públicas registradas no Reclame Aqui
24/06/2026 - 10:17

Moradores de diversas cidades do Piauí têm utilizado plataformas de defesa do consumidor para denunciar dificuldades relacionadas a débitos vinculados à antiga Agespisa. Entre as principais reclamações estão a inclusão do nome em cadastros de inadimplentes, dificuldades para obter atendimento e casos em que consumidores afirmam já ter quitado as dívidas, mas continuam com restrições no SPC e Serasa.
Levantamento realizado em reclamações públicas registradas no Reclame Aqui mostra dezenas de relatos recentes envolvendo negativação de nomes, cobranças contestadas e falta de canais eficazes para solução dos problemas. Em vários casos, consumidores afirmam que não conseguem localizar boletos, obter informações sobre os débitos ou receber atendimento para regularizar a situação.
Entre os relatos mais frequentes estão queixas de pessoas que alegam ter pago acordos firmados com a companhia, mas continuam com restrições em órgãos de proteção ao crédito. Há também denúncias de negativação por débitos antigos, supostamente sem comunicação prévia ou com dificuldades para comprovação da origem da dívida.
Uma reclamação registrada por um consumidor de Fronteiras relata a permanência do nome no SPC e Serasa por um débito que ele afirma não reconhecer, além de dificuldades para obter esclarecimentos após as mudanças ocorridas no sistema de abastecimento de água do estado.
A situação ocorre em meio ao processo de transição dos serviços de abastecimento e esgotamento sanitário no Piauí. Embora a operação dos serviços tenha sido transferida para a concessionária Águas do Piauí, a Agespisa permaneceu responsável pela administração de passivos, créditos e débitos anteriores à concessão, incluindo cobranças de contas antigas. Essa divisão de responsabilidades tem gerado dúvidas entre consumidores sobre qual empresa deve ser procurada para resolver pendências financeiras.
Em 2025, o Governo do Estado informou que mais de 36 mil consumidores haviam renegociado débitos junto à Agespisa por meio de programas de regularização. Na época, a empresa alertou que consumidores inadimplentes poderiam sofrer medidas de cobrança, incluindo inscrição em cadastros de proteção ao crédito.
Especialistas em direito do consumidor orientam que pessoas que identificarem negativação indevida ou permanência do nome em cadastros restritivos após a quitação da dívida guardem comprovantes de pagamento, solicitem protocolos de atendimento e procurem órgãos como Procon, Defensoria Pública ou Poder Judiciário, caso não consigam resolver administrativamente.