Prefeito de Boa Hora comenta dívida com Equatorial, corte de energia e defende manutenção de eventos

Entrevista levanta questionamentos sobre prioridades da gestão

22/05/2026 - 11:36

O prefeito de Boa Hora comentou a situação envolvendo o fornecimento de energia elétrica em prédios públicos do município e afirmou que o cenário atual estaria relacionado a um parcelamento de dívida firmado ainda em 2024.

Segundo o gestor, o município teria herdado um débito de aproximadamente R$ 2,6 milhões junto à distribuidora de energia. De acordo com a declaração, o valor foi parcelado em 60 meses e, ao assumir a administração em janeiro de 2025, a gestão já teria encontrado registros de interrupção no fornecimento.

Durante a entrevista, o prefeito afirmou que a administração busca manter os pagamentos dentro da capacidade financeira do município, conciliando o parcelamento da dívida com a continuidade dos serviços públicos.

“O município não pode parar. Educação, saúde, assistência social e demais serviços essenciais continuam funcionando”, declarou.

Ainda conforme o gestor, o parcelamento representa uma despesa mensal em torno de R$ 51 mil, além dos custos correntes necessários para manter a estrutura administrativa e os serviços públicos.

Ao abordar críticas relacionadas aos gastos com eventos, o prefeito defendeu a continuidade das atividades culturais e tradicionais, citando apoio ao festejo de São Pedro, Dia do Vaqueiro e comemorações religiosas locais.

O gestor também mencionou que estuda alternativas energéticas para reduzir custos futuros, incluindo projetos voltados à geração própria de energia, além de apresentar críticas à qualidade do serviço prestado pela concessionária.

As declarações, no entanto, levantam questionamentos sobre gestão financeira e definição de prioridades administrativas.

Entre os pontos que podem ser esclarecidos estão quais medidas concretas estão sendo adotadas para evitar novos atrasos e garantir a regularidade dos pagamentos relacionados ao fornecimento de energia.

Outro ponto debatido é como a administração tem equilibrado despesas com eventos e obrigações consideradas essenciais, especialmente diante da necessidade de manter contratos e evitar interrupções em serviços públicos.

Também surgem questionamentos sobre os custos de atrações contratadas pelo município e os critérios utilizados para definição dos valores. Em meio ao debate, há quem pergunte por que determinadas bandas ou atrações apresentariam valores diferentes quando contratadas por municípios vizinhos, como Sigefredo Pacheco.

Sobre a crítica direcionada à concessionária, outro ponto levantado é que, independentemente da avaliação sobre a qualidade do serviço, contratos e obrigações financeiras precisam ser cumpridos dentro das regras estabelecidas.

Além disso, chamou atenção a declaração do prefeito sobre supostos meios de comunicação que estariam realizando chantagem contra a prefeitura. Diante da gravidade da afirmação, surge o questionamento sobre quais veículos estariam sendo citados e se existe denúncia formal ou elementos apresentados às autoridades competentes.

Embora o gestor tenha reforçado que os serviços públicos continuam funcionando, permanece o debate sobre quais medidas serão adotadas para evitar novos impactos em áreas essenciais e qual o planejamento para garantir equilíbrio entre responsabilidade fiscal, investimentos e continuidade das atividades do município.

A expectativa agora é por novos esclarecimentos da administração sobre a condução financeira, os contratos em andamento e o cronograma de regularização da situação.

Fonte: REDAÇÃO