No 1º de maio, trabalhadores não têm o que comemorar

No 1º de maio, trabalhadores não têm o que comemorar

30/04/2015 - 22:15

Este ano muitos brasileiros que compõem a população economicamente ativa (PEA) não terão o que comemorar neste 1º de maio, Dia do Trabalhador. Isto porque o País tem registrado sucessivos aumentos na taxa de desemprego, que em março atingiu 6,2%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice é 0,3% maior que o do mês anterior, e supera 1,2% a taxa registrada em março do ano passado.

A situação é especialmente preocupante porque o desemprego aumentou nos três primeiros meses de 2015, o que pode indicar uma tendência indesejável, que pode acentuar ainda mais a crise financeira do País e piorar sobremaneira a qualidade de vida da população.

Consideradas apenas as regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE, o número de desempregados aumentou 280 mil, comparando-se março de 2014 com março de 2015.

Ainda conforme os dados da Pnad Contínua, pesquisa sobre mercado de trabalho em âmbito nacional realizada pelo IBGE, a taxa de desemprego no país subiu para 7,4% nos três meses que antecederam fevereiro. O percentual revela um aumento da desocupação na comparação com os três meses anteriores, quando o índice ficou em 6,5%. O número de pessoas sem emprego subiu 950 mil no trimestre, alta de 11,7%.

Outra pesquisa, realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), aponta que o "Índice de Medo do Desemprego" cresceu 32,1% em março, em relação a dezembro de 2014. Foi o maior crescimento do indicador desde o início da série história, no ano de 1999. Na comparação com março de 2013, a taxa apresentou uma elevação de 34,2%.

Em tempos de crise como o atual, é imprescindível que o trabalhador saiba adaptar-se ao mercado de trabalho, e invista o máximo que puder em seu aperfeiçoamento profissional. 

Renato Mendes, consultor de carreiras da plataforma de empregos Job1, aponta algumas dicas para quem tem medo de perder o emprego e quer garantir sua permanência no mercado de trabalho. Aprender novos idiomas, pensar novos projetos, ser sociável com os colegas de trabalho e atualizar os conhecimentos são quatro das principais atitudes que diferenciam um profissional em períodos como este, em que o número de demissões supera em muito o de contratações.

Segundo Ana Cristina Barros, presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos no Piauí, há características em comum que devem ser perseguidas tanto por quem está em busca de emprego quanto por aqueles que estão empregados e querem ter a segurança de que não irão perder seus postos. "Para manter sua empregabilidade em alta, o profissional precisa seguir três preceitos principais. O primeiro deles é buscar a qualificação. Estudar sempre, sem parar, mesmo se estiver empregado. Caso contrário você fica para trás e pode perder seu espaço. Outra dica é ter um bom network. Participar de congressos, seminários, conferências, e estreitar a relação com outras pessoas do seu meio profissional também é importantíssimo. Por fim, é preciso estar atento à postura, buscando sempre a proatividade em seu trabalho", destaca Ana Cristina.

Fonte: PortalODia